Depressão pós-parto: sintomas e o que fazer para tratar

Hoje em dia muito se fala em maternidade real. Cada vez mais as mães de todo o mundo utilizam a internet como ferramenta para falar de temas que até então eram considerados tabus, mesmo sendo tão comuns.

A depressão pós-parto é um desses temas que afeta as recém-mamães com muita frequência, mas que quando não se falava a respeito, muitas mulheres se culpavam pelo que estavam sentindo (e ainda se culpam).

Será que você já passou por isso sem se dar conta ou conhece alguém que gostaria de ajudar a se curar desse problema? Veja o que é, sintomas, causas, tratamento e prevenção.

O que é? De acordo com o Ministério da Saúde, a depressão pós-parto é uma condição que afeta as mulheres logo após o nascimento do bebê. Essa condição traz sentimentos de profunda tristeza, desespero e desesperança com relação ao bebê, à maternidade e à vida de modo geral, mesmo que durante a gestação a mulher estivesse bem e se sentindo preparada para ser mãe e mesmo que já tenha outros filhos.

Além dela, existe também o chamado “baby blues” que é um período após o nascimento do bebê em que a mãe também tem esses sentimentos, porém eles são mais leves e duram menos tempo. Da mesma forma, existe a condição mais agressiva e extrema chamada de psicose pós-parto.

Principais sintomas: Seus sintomas são semelhantes ao da depressão:

Perda de interesse: A mulher deixa de sentir prazer e interesse nas atividades diárias que costumava gostar, bem como em estar com as pessoas próximas.

Pensamento de morte: Por conta da sequência de sentimentos negativos que povoam a mente, é comum que a mulher tenha frequentes pensamentos de morte e de suicídio como se essa fosse a única forma de se libertar.

Alterações alimentares: Enquanto algumas mulheres simplesmente perdem a vontade de se alimentar, outras passam pela compulsão alimentar. Os dois casos são prejudiciais à saúde, pois enquanto um leva para a desnutrição o outro leva à obesidade e suas complicações. Além disso, se o bebê mama no peito, ele também terá o seu desenvolvimento prejudicado.

Alterações de sono: Os mecanismos de controle do sono, do humor e da fome são os mesmos no cérebro, então, se a mulher estiver sofrendo com descontrole emocional de apetite, é grande o risco de que também sofra com insônia que é a dificuldade de pegar no sono e de continuar dormindo a noite toda, mesmo sabendo que tem alguém de confiança para cuidar do bebê.

Sentimentos negativos sobre o bebê: Esse talvez seja o pior dos sintomas, pois faz com que os demais fiquem ainda mais intensos. A mulher com depressão pós-parto pode ter sentimentos e pensamentos totalmente negativos sobre o bebê, como não o aceitasse como seu filho, mesmo sabendo que não há motivos para isso.

Sentimento de culpa: De forma alternada aos sentimentos negativos sobre o bebê, a mulher também tem consciência de que não deveria estar tendo esses sentimentos. Então, ela vai sentir uma grande culpa, indignação, inquietude, poderá ter ansiedade, excesso de preocupação e cansaço extremo.

Causas: Existem diversos fatores que podem desencadear a depressão que vão variar conforme cada caso. Eles envolvem desde o estilo de vida da mulher até suas condições de saúde atuais ou acontecimentos traumáticos do passado. Ainda não há uma só causa considerada pelos médicos. Alguns dos fatores que são avaliados em casos de depressão depois do parto estão:

Grande desequilíbrio hormonal; Histórico de problemas mentais; Privação frequente do sono; Isolamento durante a gestação; Alimentação inadequada; Sedentarismo; Gestação solo, sem apoio do companheiro, amigos e família; Depressão, estresse ou ansiedade desde antes da gravidez; Traumas psicológicos; Vício em drogas lícitas ou ilícitas.

Tratamentos: Antes de iniciar o tratamento a equipe médica terá que diagnosticar a depressão após o parto levando em conta os sintomas da mãe e se eles começaram até 4 semanas após o parto.

Essa avaliação deve contar com a presença de um médico psiquiatra para saber distinguir os tipos de depressão ou algum outro tipo de transtorno mental, bem como para fazer exames e verificar as possíveis causas. Chegando ao diagnóstico, o tratamento pode ser:

Medicamentos: Os medicamentos antidepressivos atuam no cérebro aliviando os sintomas. A terapia hormonal também pode ser feita com medicamentos caso o problema tenha sido causado, entre outros fatores, por um forte desequilíbrio de hormônios que não voltaram ao normal sozinhos. Cada mulher apresenta uma necessidade específica quanto as doses diárias e período do tratamento.

Psicoterapia: A psicoterapia pode ser guiada por um psiquiatra ou psicólogo que realiza uma série de atividades, conversas e intervenções que auxiliam o retorno das condições normais da saúde mental da paciente e fortalecem os seus laços afetivos com o bebê. É importante que ela possa contar com o apoio da família e amigos nesse momento e que o parceiro esteja presente durante todo o processo.

Como prevenir a depressão pós-parto?: Como não existe uma causa definida, é importante que ao longo da gestação a mulher procure manter-se bem saudável, física e psicologicamente. É recomendado estar cercada de pessoas queridas, com a mente ocupada com pensamentos e atividades positivas, além de evitar excessos de substâncias que podem ser prejudiciais, como cafeína e medicamentos, exceto se for recomendado pelo obstetra.

Homens também podem ter? A maioria das pessoas desconhece o fato de que os homens também podem sofrer com esse problema. Mesmo sendo a mãe que está passando por tantas alterações no seu corpo e mente, os recém-pais também podem desencadear a depressão por causa da pressão que sofrem sobre serem bons pais, darem conta de uma boa educação e de suprir todas as necessidades do filho. Então, é importante dar atenção aos pais e não apenas focar na mulher como se ela estivesse grávida sozinha.

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