Grávida do quarto filho, mãe de 22 anos alimenta a família com farinha e água suja

Segundo o IBGE, existem mais de sete milhões de brasileiros que não tem o que comer. Na zona rural de belágua no Maranhão, a grande maioria das famílias, só tem farinha e água suja para alimentar os filhos.

Belágua tem 7 mil habitantes e a metade mora na zona rural, de acordo com informações do IBGE em belágua cada família tem uma renda mensal de r$ 146. Mas isso é só uma estatística por que a realidade das famílias na verdade é outra.

Aldeide e Zé Raimundo e seus dois filhos estão na luta para sobreviver, Ricardo de 2 anos e Amanda de 5 meses não param de chorar e o choro das crianças é porque elas não tem nada para comer.

Aldeide diz que ainda amamenta a bebê de 5 meses, mas o leite do peito não é mais suficiente para sustentar a criança, pois a mãe não se alimenta direito, por isso não produz leite para que a filha que ainda é um bebê, possa se alimentar.

O marido Zé Raimundo está desempregado sem saber o que fazer da vida, diz pegar peixes para tentar almoçar com a esposa e os dois filhos, mas nem sempre consegue. Na geladeira da família só tem garrafas com água, chorando Aldeide diz se angustiar quando o filho pede comida e ela não tem nada para oferecer para ele.

A agente de saúde Neide, sempre vai fazer listas para a família para checar o crescimento e desenvolvimento das crianças e saber se tem doentes na casa, a conclusão é triste, os filhos crescem, mas não consomem a quantidade de nutrientes para a idade deles.

A situação da família de Aldeide comove até quem é de fora. Diz a agente. Um pouco mais à frente da casa de Aldeide, mora outras famílias que passam pela mesma situação de fome.

Aos 22 anos de idade, Maria José está grávida do quarto filho que nascerá em poucos dias, ela mora com o esposo e filhos. Para sustentar a família, o marido de Maria planta mandioca.

Ela usa para comer e fazer farinha, quando não tem mais nada além da fome, Maria molha a farinha de mandioca com água suja e dá para os filhos comerem e matar a fome. Maria diz que quando não tem farinha com água suja para oferecer aos filhos, eles passam o dia com café puro.

Um especialista que estuda a desnutrição no Brasil à 40 anos, afirma que não adianta só dar energia em forma de calor para a criança, pois ela não estará ingerindo gordura e proteína necessária para desenvolvimento, a proteína é fundamental para o desenvolvimento muscular, em situação de pobreza extrema, as crianças são as principais vítimas.